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Amanda NevesMédica da infância e adolescência
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Uma dúvida comum entre as famílias

Até que idade se leva ao pediatra?

Começar a adolescência não significa, por si só, deixar o pediatra, que pode acompanhar até os 20 anos incompletos.

A resposta clínica

A adolescência também faz parte da Pediatria.

Quando a adolescência começa, o acompanhamento com o pediatra ainda pode continuar. A consulta muda junto com o paciente e passa a considerar novas necessidades, mais autonomia e o contexto dessa fase.

No Brasil, o Ministério da Saúde define a adolescência dos 10 aos 19 anos, 11 meses e 29 dias. A Sociedade Brasileira de Pediatria, ao responder sobre a faixa etária do atendimento pediátrico, define essa atuação até os 20 anos incompletos.

Em 2018, Sawyer e colaboradores propuseram compreender a adolescência dos 10 aos 24 anos, considerando mudanças no crescimento, na maturação neurocognitiva e nas transições sociais para a vida adulta. É uma proposta da literatura internacional, não a faixa oficial adotada hoje pelo Ministério da Saúde.

Mais importante do que transformar uma data isolada em ruptura é planejar a continuidade do cuidado. Quando a médica conhece o histórico, a família e o contexto de vida, essas informações permanecem presentes nas decisões. A transição para o cuidado adulto pode ser construída de forma individualizada, com orientação e sem interrupções desnecessárias.

Até quando vai a adolescência?

O cuidado muda junto com cada fase.

Da infância à vida adulta, cada transformação pede um olhar próprio.

  1. 0anos
  2. 12anos
  3. 20anos
  4. 24anos
O Ministério da Saúde, o ECA e o artigo de Sawyer respondem a perguntas diferentes.

No Brasil, o Ministério da Saúde situa a adolescência dos 10 aos 19 anos, 11 meses e 29 dias e a juventude dos 15 aos 24 anos. As duas fases podem se sobrepor.

O Estatuto considera adolescente a pessoa entre 12 e 18 anos e, nos casos previstos em lei, aplica-se excepcionalmente até os 21. Não é um critério médico.

Na literatura internacional, Sawyer e colaboradores propõem compreender a adolescência dos 10 aos 24 anos. É uma contribuição ao debate, não uma regra adotada no Brasil.

O que isso muda na prática?

A transição é planejada, não improvisada.

Mais do que uma data no calendário, a transição para a medicina do adulto considera o desenvolvimento, o histórico de saúde e as necessidades de cada paciente. Quando esse processo é planejado, o cuidado segue com clareza, no momento adequado e sem rupturas desnecessárias.

Um cuidado que acompanha cada fase

A consulta amadurece junto com o paciente.

Conheça as modalidades de acompanhamento para crianças, adolescentes e suas famílias.

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