Uma dúvida comum entre as famílias
Até que idade se leva ao pediatra?
Começar a adolescência não significa, por si só, deixar o pediatra, que pode acompanhar até os 20 anos incompletos.
A resposta clínica
A adolescência também faz parte da Pediatria.
Quando a adolescência começa, o acompanhamento com o pediatra ainda pode continuar. A consulta muda junto com o paciente e passa a considerar novas necessidades, mais autonomia e o contexto dessa fase.
No Brasil, o Ministério da Saúde define a adolescência dos 10 aos 19 anos, 11 meses e 29 dias. A Sociedade Brasileira de Pediatria, ao responder sobre a faixa etária do atendimento pediátrico, define essa atuação até os 20 anos incompletos.
Em 2018, Sawyer e colaboradores propuseram compreender a adolescência dos 10 aos 24 anos, considerando mudanças no crescimento, na maturação neurocognitiva e nas transições sociais para a vida adulta. É uma proposta da literatura internacional, não a faixa oficial adotada hoje pelo Ministério da Saúde.
Mais importante do que transformar uma data isolada em ruptura é planejar a continuidade do cuidado. Quando a médica conhece o histórico, a família e o contexto de vida, essas informações permanecem presentes nas decisões. A transição para o cuidado adulto pode ser construída de forma individualizada, com orientação e sem interrupções desnecessárias.
Até quando vai a adolescência?
O cuidado muda junto com cada fase.
Da infância à vida adulta, cada transformação pede um olhar próprio.
- 0anos
- 12anos
- 20anos
- 24anos
No Brasil, o Ministério da Saúde situa a adolescência dos 10 aos 19 anos, 11 meses e 29 dias e a juventude dos 15 aos 24 anos. As duas fases podem se sobrepor.
O Estatuto considera adolescente a pessoa entre 12 e 18 anos e, nos casos previstos em lei, aplica-se excepcionalmente até os 21. Não é um critério médico.
Na literatura internacional, Sawyer e colaboradores propõem compreender a adolescência dos 10 aos 24 anos. É uma contribuição ao debate, não uma regra adotada no Brasil.
O que isso muda na prática?
A transição é planejada, não improvisada.
Mais do que uma data no calendário, a transição para a medicina do adulto considera o desenvolvimento, o histórico de saúde e as necessidades de cada paciente. Quando esse processo é planejado, o cuidado segue com clareza, no momento adequado e sem rupturas desnecessárias.
Documentos consultados
Algumas fontes para saber mais
Os links abaixo levam aos documentos públicos usados nesta explicação.
Um cuidado que acompanha cada fase
A consulta amadurece junto com o paciente.
Conheça as modalidades de acompanhamento para crianças, adolescentes e suas famílias.